Violência Urbana 2

Na semana passada, início deste mês de janeiro, um fato ocorrido em São Paulo, fez com que a opinião pública refletisse sobre a atual situação da segurança em nosso país. A sensação é de medo e perplexidade diante do volume de acontecimentos da mesma natureza que vem acontecendo a cada dia em nossas cidades, dando-nos a impressão de que estamos verdadeiramente abandonados pelo Poder Público. Uma senhora com nove meses de gestação, após estacionar seu veículo próximo a sua residência foi abordada por um delinquente armado de revolver que, certamente por não ter conseguido seu intuito em assaltar a senhora indefesa, desferiu um tiro em sua cabeça, ceifando a vida de mais uma pessoa inocente nas ruas do Brasil. Por esforços humanos e por milagre de Deus, ainda salvou-se o bebê, que sobreviveu após cirurgia emergencial.

O criminoso, desse caso, já tinha passagem pela Polícia por duas oportunidades, e que recentemente obitera “Alvará de Soltura” lavrado por um Juiz de Direito, que sem os critérios devidos,  deu liberdade a esse tresloucado assassino colocando-o novamente nas ruas.

Diante disso: – A quem poderemos responsabilizar? O Estado, pela falta de segurança em nossas cidades, o excelentíssimo  Juiz, que provavelmente sem o critério devido, colocou em liberdade o assassino ou somente o próprio criminoso ? ???????

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Caso Médico ou Segurança Pública ?

FALTAS EM PLANTÕES MÉDICOS

Temos recebido insistentemente  através da mídia, notícias sobre o fato ocorrido dia 25 (dia de Natal) no Rio de Janeiro, com a criança de 8 anos que infelizmente sofreu um acidente com “bala perdida” e que, levada ao hospital de pronto atendimento, não obteve atendimento em tempo, ocorrendo esse atendimento somente depois de 8 horas para os procedimentos médicos, prejudicando, provavelmente, a sua recuperação de uma situação muito delicada. A demora no atendimento deu-se pela falta ao plantão do profissional médico escalado para aquele turno.  As informações que se veicula pela imprensa diz que esse médico estava faltando já há bastante tempo, com o objetivo pessoal de ser demitido do emprego. Podemos notar claramente que, se formos responsabilizar somente o médico como já está sendo julgado, pela sua falta ao plantão que, coincidentemente  provocou a morte  daquela inocente menina que levou a bala na cabeça, estaremos cometendo um grande equívoco. Explica-se o porque: muitos estão encarando essa questão de tiroteios nas ruas das cidades  de quase todo o Brasil como um fato muito normal, natural, banal, comum ao dia-a-dia de nossas metrópoles. Isso sim também é um grande absurdo.

- Porque  não responsabilizamos o poder público pela falta de segurança  nas ruas de nossas cidades… a segurança do cidadão  não é dever do Estado ?

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Vergonha

Segundo o “loroteiro mor da Nação”, o caso em que se é julgado e condenado por ladroagem (robalheira), não é vergonha. Pode …. durma-se com as janelas abertas….

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gatunagem no país

Ninguém, em sã consciência, tem coragem de caminhar durante as noites em nossas cidades, isso porque a bandidagem anda solta, estando só na espreita de quem se arrisca a essa verdadeira aventura. Atrás das grades estão as pessoas de bem, junto com suas famílias, com a sensação de serem surpreendidos com uma invasão de seu domicilio por bandidos, como tem acontecido rotineiramente em condomínios fechados, prédios residenciais em várias cidades de nosso país.
O pior de tudo, é que em muitas situações a bandidagem não se conforma mais em roubar simplesmente, dando ênfase em suas ações de suas perversidades, violentando as suas vítimas e até assassinando-as. (vide programa “Profissão Repórter”, edição levada ao ar pela Rede Globo em 18.09.2012). É só verificar o noticiário dos acontecimentos do Rio de Janeiro da semana de 09 à 15.09.12, onde foram assassinados por traficantes de drogas, 6 (seis) jovens de boas famílias na Baixada Fluminense e que não tinham nada com a bandidagem.
Todas essas mazelas são em decorrência da impunidade em todas as esferas que fazem com que fique bem claro as deficiências nos serviços públicos fundamentais, provocado pela falência da educação, precariedade do serviço de saúde e uma segurança pública ineficiente ou quase inexistente.
Onde está o Estado? O Poder Público? À quem devemos recorrer?
Salve-se quem puder! (JRAF)

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policia x bandido

Quando crianças, costumávamos brincar de polícia versos bandido, mas naquele tempo sempre a polícia levava vantagem distinguindo-se claramente que o crime não compensava. Naquela época não valia a pena ser bandido, pois, fatalmente logo-logo o fora da lei estaria engaiolado num xadrez. Hoje, parece-nos que o jogo mudou, a impressão que dá é que os bandidos estão ganhando vantagens, até porque, hoje constantemente se ouve no noticiário informações de bandidos matando até policial, explodindo caixas eletrônicos de Bancos, assaltando em arrastão e muitas vezes fugindo sem serem presos. Eles ocupam quase todos os seguimentos e camadas sociais, inclusive assumindo elevados cargos inclusive em entidades públicas, pois, nesse meio é evidente a existência de mais facilidades tendo em vista que o controle e fiscalização são precários nesses setores públicos.
Estamos vivenciando hoje, o início, provavelmente, da moralização do serviço público, pelo que observamos nas demonstrações da mídia em relação ao julgamento no Supremo Tribunal Federal, da quadrilha de bandidos denominada “Mensaleiros”, bem como por investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito desenvolvida pela Câmara Federal para desvendar a verdadeira “cachoeira” de corrupção em varejo e em atacado que ocorrem em vários Estados.
Nota-se nisso tudo, o esforço de muitos para a mudança do trato com as coisas públicas com honestidade e transparência que tanto almejamos, entretanto, ainda existem suspeitas de que ocorram algumas tendências maliciosas, pois, desconfia-se que isso que está se investigando nos dias de hoje, se trata de uma “fina cascatinha” havendo muito mais coisas por baixo do tapete que poderão ainda vir à tona.
A moralização dos componentes que fazem todos os serviços públicos, certamente é fundamental para que haja respeito às instituições oficiais, intimidando assim, aqueles grupos voltados a contravenção que na verdade tem sido estimulada pela péssima sensação de impunidade.
Agora mesmo, surge mais uma versão da robalheira que foi descoberta no tal “mensalão”, onde poderia ter sido enquadrado também o “loroteiro mor” da nação à época. Declarações que teria dado um dos mentores dessa tramoia toda revela que não são somente os 55 milhões que foram desviados ou lavados pela quadrilha, conforme está sendo julgado no STF e sim 350 milhões, de acordo com matéria de revista semanal de circulação nacional. (vide edição revista Veja de 18.09.2012).
Só o tempo poderá nos trazer a verdade e revelar mais essa desastrada atuação dos gangster que estão agasalhados no poder em nosso país. (JRAF)

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Mudança de Vida: Relato de um viajante amazônida.

Vivendo  muitos anos residindo em uma cidade pequena, nos acostumamos com a calmaria que é  peculiar  desses lugares bucólicos do interior de nossa Amazônia. A atividade principal era o trabalho incansável do dia-a-dia, pois quase tudo tinha que ser feito, literalmente, para se conseguir alcançar aquilo que queríamos obter, dentro de um plano de vida organizado e isento de muitas situações adversas, visto  que, as condições oferecidas eram iguais para todos, inclusive àqueles que ali chegavam para vencer na vida. A maneira hospitaleira de receber e a humildade são características desse povo interiorano, até porque, faziam questão dessa soma de esforços para desenvolver as suas comunidades. Tudo favorável ao migrante nesses lugares do interior, uma vez que nas grandes cidades é comum uma acirrada concorrência, muita das vezes desleal, prejudicando o alcance  de metas e também, por mera falta de oportunidade,  dificilmente teríamos condições de possuir tudo ou quase tudo que  podemos conseguir numa cidade de pequeno porte.

Provavelmente pela própria natureza humana, pois nunca ficamos satisfeito e sempre desejamos mais, pensou-se em  sair daquela calmaria e viver, mais uma vez, a experiência de uma vida  em um grande centro metropolitano. Foi escolhida Belém do Pará, de onde  saímos há quarenta e cinco anos atrás. A  “Cidade das Mangueiras”, cantada em versos e prosas por poetas e boêmios, nos bares e nas calçadas sombreadas pelas frondosas mangueiras, que tornam agradáveis as tardes ventiladas da Praça da República e de Batista Campos, diminuindo o calor sufocante de um sol esplendoroso de um céu tropical. Podemos imaginar a contemplação do por do sol daquele povo parauara hospitaleiro, na feira do Ver-o-Peso, encantado pelas paisagens da baía do Guajará,  tomando uma cuia de açaí  com uma “pratada” de pirão de farinha de mandioca com peixe frito pescado nas águas do “rio mar” e junto, tirando gosto com   saborosos camarões dos graúdos, vindos da costa do visinho Maranhão. Ah! E o delicioso tacacá,  o pato no tucupi e a maniçoba? E aquela sacanagem do RE-PA que nunca se sabe quem é o melhor?

Deverá ser bastante proveitosa mais esta aventura, assim pensamos, principalmente para a formação educacional das crianças que terão a oportunidade de estudarem em escolas e faculdades reconhecidamente bem conceituadas, assistirem a eventos artísticos/ culturais no Teatro da Paz, conhecer a fauna e flora concentrada no Museu Emílio Goeldi, conhecerem as praias de Mosqueiro, Outeiro e bem próximas, as praias das oceânicas Salinópolis, Marudá, Algodoal e Ajuruteua, enfim, tudo que a capital paraense pode proporcionar de bom a seus habitantes.

Aqui chegamos Belém! Estamos de volta!

DESENCANTO…

Oh ! Belém, querida Belém !

- Porque  permitistes  essa malvadeza que te fizeram?  Tu não és  mais aquela Belém!  Todos andavam tranqüilos pelas tuas ruas e víamos crianças brincando de “pira” nas tuas praças! Não és mais aquela cidade pacata onde as famílias se reuniam nos fins de tarde, sentadas em cadeiras de vime nas portas de suas casas, junto com seus visinhos num bate-papo cordial, e logo perto dali,  nas calçadas forradas por folhas de mangueiras, um pouco molhadas pelas chuvas das duas da tarde, suas filhas meninas-moças  cantavam suas alegres canções de brincadeiras de roda! Um pouco afastado, porém à vista, os moleques, uns batendo sua bolinha de meia com seus times formados, Paissandu e Remo, que sempre terminava em confusão e logo apaziguada pelos pais, outros empinando papagaio, jogando peteca, lançando pião, brincando de pira-maromba ou polícia-ladrão!. (nesse tempo todos queriam ser polícia que sempre levava vantagem e  o crime não compensava) .

Quem te maltratou tanto! Hoje pouca se fala em ir  na “praia” fazer a feira ou lá “em baixo” comprar no comércio. Não se ouve falar nos passeios no Bosque Rodrigues Alves, no domingo pela manhã… Quase tudo está mudado. Não era isso que imaginávamos da nossa querida Belém.

Claro que, vendo pela televisão, todos podem ter uma noção do que é uma cidade grande e suas características. Seus shopings, supermercados, magazines, viadutos, edifícios, belas avenidas iluminadas e até engarrafamento de trânsito. Agora, esse absurdo  do cotidiano de excessivos  assaltos a bancos, lojas e todo tipo de comércio; violência desenfreada, falta de policiamento; filas para atendimentos em postos de saúde pública e gente morrendo nessas filas, falta de medicamentos gratuitos aos pobres e desvalidos; escolas sem vagas para seus filhos, falta de creches; transporte público muito caro e precário; gente morando na rua, em baixo de marquises e fazendo do logradouro público sanitários a céu aberto, também na rua  débeis mentais completamente nus, coitados, sem  ninguém dar a devida atenção; gente se drogando fumando crack, cheirando pó, tiner e fazendo sexo explícito no meio da rua, sob vistas de senhoras idosas e criancinhas, padres, pastores e polícia, as crianças ficam sem entender isso tudo, mas o resto…todos fazendo vista-grossa;  cada quarteirão nas avenidas, ruas e travessas tem donos, não se pode estacionar  automóveis sem pagar ao “guarda  patrimonial” (flanelinha), – Nem pense em  não pagar!; nas ruas  acontecem espancamentos, crimes de morte,  roubos de cordões, bolsas, carteiras e celulares, assaltos a mão armada, e quando flagrados os meliantes, mantendo reféns, sem que haja nenhuma intervenção eficaz, …Porque? – Ora! Eles são  delinqüentes juvenis, “de menor”,   e ninguém  se atreve a dar uma “pisa” nesses moleques, pois o “Juizado” entra logo em ação contra aqueles que agem por impulso e reagem. O negócio é nem pensar em  sair de casa, porque é muito perigoso; antigamente,  eram quadrúpedes (cavalos, éguas, bestas, burros e jumentos) que puxavam carroças, hoje são seres humanos; os cachorros vira-latas que espalhavam lixo na rua perderam a sua vez, agora, são pobres mendigos, cada vez em maior número, que catam alguma coisa para sobreviver.

- Chega de tanta desgraça ! O pior de tudo, é que  tinha um loroteiro mor, que vivia na televisão falando que “nunca na história deste país se viveu tão bem como hoje…”

Que decepção… o  melhor que podemos fazer é  voltar para o interior,  porque  lá, pelo menos, não tem disso não…ou será que já tem!

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